Mudando, perdendo, adaptando e sobrevivendo.
Eu sempre fui uma pessoa que não gostava muito de mudanças, sempre achei melhor deixar tudo do jeito que estava, tudo como a vida já estava acostumada a viver.
Para mim, eu nunca mudava, continuava a mesma pessoa com os mesmos gostos, mesmos vícios e manias, enfim, sempre na mesmice, mas hoje olho para trás e vejo que não era bem assim, era bem fácil dizer que as pessoas mudavam e se afastavam do que admitir que eu mesmo também mudava e que não tolerava e nem era tolerado pelas pessoas.
Me avaliando de uns meses pra cá, percebo o tão quanto eu mudei, aprendi novas coisas, conheci novas pessoas, comecei a frequentar novos lugares e passei a ver certas coisas, certas pessoas, certas atitudes de um outro ângulo. Não que isso signifique que eu tenha me tornado uma pessoa completamente diferente, continuo sendo a mesma pessoa que sempre fui mas com um pequeno “upgrade” nas habilidades e conhecimentos.
Mas devo confessar o tão quanto certas mudanças são ruins, sinto falta de muita coisa que perdi no decorrer do tempo em que essas pequenas mudanças foram acontecendo. O tempo é o maior inimigo do homem, porque o tempo nos castiga, o tempo nos traz perdas, o tempo caleja, o tempo faz esquecer e toda mudança tem seu tempo então, toda mudança tem sua perda, seu calejamento e o seu esquecimento.
Sendo assim, quanto mais o tempo passa, mais mudanças vão acontecendo com todos nós e tudo vai se perdendo, se calejando e se esquecendo.
TIC… TAC… TIC… TAC…